Ela não começa com um tapa. Começa com o controle. Com o ciúme disfarçado de cuidado. Com a humilhação diária, os gritos, as ameaças, a manipulação, o isolamento da família e dos amigos. Começa quando uma mulher deixa de ser livre dentro da própria casa.
A violência doméstica tem muitas faces. É psicológica, quando destrói a autoestima. É moral, quando espalha mentiras e ofensas. É patrimonial, quando controla o dinheiro e os bens. É sexual, quando obriga ou constrange. E é física, quando as agressões deixam marcas visíveis.
O lar deveria ser um lugar de proteção, nunca de medo.
Neste Agosto Lilás, a campanha é um alerta: milhares de mulheres vivem em silêncio, presas por ameaças, dependência emocional e pelo medo de denunciar. O silêncio protege o agressor. A informação salva vidas.
Violência não é apenas o soco. É toda atitude que destrói a dignidade, a liberdade e a paz de uma mulher.
Denunciar é um ato de coragem. Acolher é um dever de toda a sociedade.
Agosto Lilás: romper o silêncio pode salvar uma vida.
✍️ Valéria Souza | Jornalista


