domingo, agosto 23, 2026
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EXPOVEL 2026 É CANCELADA EM PORTO VELHO: QUEM VAI PAGAR ESSA CONTA?

Cancelamento expõe problemas de planejamento e provoca questionamentos sobre burocracia, estrutura e responsabilidade.

A confirmação do cancelamento da Expovel 2026, em Porto Velho, caiu como uma bomba para produtores, empresários, trabalhadores e para o público que aguardava a realização da feira agropecuária, prevista para setembro no Parque dos Tanques.

A organização havia anunciado uma programação de peso, com nomes como Ana Castela, Matheus & Kauan e Zé Neto & Cristiano. O evento era apresentado como uma das grandes atrações do calendário agropecuário e cultural de Rondônia.

Mas o que aconteceu?

Segundo o coordenador da Expovel 2026, Sérgio Henrique Souza, o processo para viabilizar o evento foi protocolado em 6 de maio, mas enfrentou demora na tramitação e alterações solicitadas durante o andamento. A organização atribui o cancelamento a entraves burocráticos e falta de documentação.

E é justamente aí que começa a discussão que interessa à população.

COMO UM EVENTO PREVISTO HÁ MESES CHEGA ÀS VÉSPERAS DE SUA REALIZAÇÃO SEM TODAS AS CONDIÇÕES GARANTIDAS?

Essa é uma pergunta que precisa ser respondida com transparência.

Porque uma feira desse porte não envolve apenas shows.

Envolve produtores rurais, expositores, comerciantes, trabalhadores temporários, fornecedores, artistas, empresas, hotéis, restaurantes, transporte e toda uma cadeia econômica que se prepara antecipadamente.

Quando um evento dessa dimensão é cancelado, não desaparece apenas uma programação de entretenimento.

Desaparecem contratos, vendas, oportunidades e expectativas de quem já havia se organizado para trabalhar.

BUROCRACIA OU FALTA DE PLANEJAMENTO?

Se o problema realmente foi documental e burocrático, a sociedade precisa saber onde ocorreu a falha.

Houve atraso?

Faltou planejamento?

Faltou diálogo?

Quem deveria acompanhar o processo?

Havia tempo suficiente para solucionar as pendências?

E, principalmente:

QUEM SERÁ RESPONSABILIZADO PELOS PREJUÍZOS?

Não se trata de procurar culpados antecipadamente. Trata-se de cobrar responsabilidade administrativa e transparência.

Porto Velho precisa parar de tratar grandes eventos como se fossem acontecimentos improvisados.

A capital de Rondônia precisa de planejamento profissional, calendário, estrutura e segurança jurídica para que investidores e empresários tenham confiança.

A EXPÔVEL É MAIOR QUE UM SHOW

A Expovel representa uma vitrine para o agronegócio e movimenta diversos setores da economia.

Por isso, seu cancelamento não deveria ser tratado apenas como uma notícia sobre entretenimento.

É uma questão econômica.

É uma questão de planejamento.

É uma questão de gestão.

E é também uma questão de respeito com quem acreditou no evento e investiu tempo e dinheiro para participar.

O cidadão tem o direito de perguntar.

O que deu errado?

Quem sabia dos problemas?

Quando eles foram identificados?

Por que não foram solucionados a tempo?

E uma pergunta ainda mais importante:

O QUE SERÁ FEITO PARA QUE ISSO NÃO ACONTEÇA NOVAMENTE?

Rondônia não pode continuar perdendo oportunidades por falta de planejamento.

O Estado precisa aprender a transformar seu potencial em resultados — e isso exige menos improviso e mais gestão.

A Expovel 2026 foi cancelada. Mas as perguntas que ficaram não podem ser canceladas.

A população merece respostas.

Por Valéria Souza — Jornalista

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