POSSÍVEIS CAUSAS DO ACIDENTE QUE MATOU RICK E BRUNO AVELAR AINDA SÃO INVESTIGADAS

0
56

Por Valéria Souza | Jornalista

A queda do helicóptero que transportava o cantor Rick, da dupla Rick & Renner, o empresário Bruno Avelar e outras três pessoas, na Serra Catarinense, ainda não tem uma causa oficial definida. O acidente ocorreu na segunda-feira (21), e os destroços da aeronave foram localizados na região de Urubici na terça-feira (22). Os cinco ocupantes morreram.

Neste momento, qualquer explicação sobre o que provocou a queda deve ser tratada como hipótese, e não como conclusão. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) iniciou a investigação para identificar os fatores que contribuíram para o acidente. A análise inclui o voo, as condições ambientais, fatores humanos e os sistemas e componentes da aeronave.

CHUVA E NEBLINA ESTÃO ENTRE OS FATORES ANALISADOS

Um dos elementos que chama a atenção dos investigadores são as condições meteorológicas encontradas na região. A Serra Catarinense enfrentava chuva intensa, nebulosidade e baixa visibilidade durante o período do desaparecimento. O local da queda também apresentava relevo montanhoso e acesso extremamente difícil.

Essas condições, porém, não permitem afirmar que o mau tempo foi a causa do acidente. A meteorologia pode ser um dos fatores analisados na investigação, mas somente a avaliação técnica dos dados do voo e das evidências encontradas poderá indicar se houve relação direta entre as condições climáticas e a queda.

CAIXA-PRETA PODE AJUDAR A ESCLARECER O QUE ACONTECEU

Um dos principais elementos recuperados pelas equipes de investigação foi o Cockpit Voice Recorder (CVR), conhecido como caixa-preta. O equipamento registra comunicações e sons da cabine de comando e será encaminhado ao Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo (LABDATA), em Brasília.

A análise desse material poderá contribuir para reconstruir os momentos que antecederam o acidente, incluindo eventuais comunicações realizadas na cabine e informações importantes para a investigação.

FALHA MECÂNICA TAMBÉM É UMA POSSIBILIDADE A SER VERIFICADA

Outra frente da investigação envolve a análise dos componentes, equipamentos e sistemas do Bell 430. Os investigadores recolheram evidências e partes da aeronave necessárias para a chamada Ação Inicial do CENIPA.

Uma eventual falha mecânica, elétrica ou em algum sistema da aeronave só poderá ser apontada como fator do acidente depois dos exames técnicos. Até o momento, não há conclusão oficial nesse sentido.

INVESTIGAÇÃO TAMBÉM ANALISA FATORES HUMANOS

O CENIPA informou que a investigação também examinará os chamados fatores humanos, além das atividades relacionadas ao voo e do ambiente operacional.

Paralelamente, a Polícia Civil de Santa Catarina abriu um inquérito para apurar as circunstâncias do acidente e verificar se eventualmente houve alguma conduta humana que possa ter contribuído para a queda, inclusive hipóteses de negligência, imprudência ou imperícia. Isso não significa que qualquer dessas condutas tenha sido constatada; trata-se de uma linha de investigação.

O QUE JÁ SE SABE — E O QUE AINDA NÃO SE SABE

Até o momento, estão confirmados: a queda do helicóptero Bell 430, a localização dos destroços em área de mata na região de Urubici, a morte dos cinco ocupantes e a abertura das investigações pelo CENIPA e pela Polícia Civil.

Ainda não está oficialmente determinado o que provocou a queda.

Por isso, apontar antecipadamente uma única causa — seja o clima, uma falha mecânica, erro humano ou qualquer outro fator — seria precipitado.

A INVESTIGAÇÃO ENTRA AGORA EM UMA NOVA FASE

Com a conclusão da Ação Inicial e a recuperação da caixa-preta, os investigadores passam à etapa de análise dos dados. O objetivo é reunir diferentes evidências para reconstruir o acidente e identificar os possíveis fatores contribuintes.

A tragédia que matou Rick, Bruno Avelar e os demais ocupantes ainda deixa perguntas sem respostas. E, neste momento, a resposta mais responsável é reconhecer que a causa permanece sob investigação.

Por Valéria Souza | Jornalista

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here