sábado, junho 13, 2026
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Você sabia que em Rondônia existem geoglifos?

Os geoglifos encontrados no estado não são tão suntuosos como os existentes em Nazca, no Peru, mas mesmo assim chamam a atenção

Você sabe o que são geoglifos? Um geoglifo é um desenho ou uma figura de grandes proporções, geralmente com mais de 4 metros de extensão, feito diretamente no solo. Os mais famosos são os encontrados no Peru, mas em Rondônia tem. Estão localizados perto da divisa com o Acre, na região da Ponta do Abunã.

Eles são construídos de duas formas principais: pela remoção de pedras e terra da superfície, expondo um solo de cor diferente, ou pelo acúmulo de materiais ao longo do terreno.

Os geoglifos em Rondônia são estruturas geométricas pré-colombianas escavadas no solo, localizadas principalmente na divisa com o Acre e com a Bolívia. Descobertas pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), essas marcas indicam a presença de sociedades antigas e complexas na Amazônia.

Formatos: Variam entre círculos, quadrados e linhas retas ou radiais.

Dimensões: Podem atingir de 1 a 5 metros de profundidade e diâmetros que variam de 80 a 100 metros.

Idade estimada: As pesquisas apontam que essas estruturas foram construídas e utilizadas por povos originários entre 700 a.C. e 900 d.C..

Função: Acredita-se que não eram aldeias permanentes, mas sim espaços cerimoniais, locais de culto ou “praças tribais” para reuniões especiais.

Principais Exemplos no Mundo

Linhas de Nazca (Peru): São os geoglifos negativos mais famosos do mundo, conhecidos por suas figuras complexas que representam animais, plantas e linhas geométricas gigantescas. São tão grandes que ficam disformes vistas do solo. É preciso olhar do alto para identificar as formas.

Geoglifos da Amazônia (Brasil): Ficam localizados principalmente no estado do Acre, além de partes do Amazonas, Rondônia e Bolívia. Diferente dos peruanos, não possuem formatos de animais, mas sim figuras geométricas precisas, como círculos, quadrados e octógonos escavados no solo. Acredita-se que tenham entre 1.500 e 4.000 anos e eram usados como espaços para rituais coletivos e centros sociais, e não como moradias.

Atacama (Chile): O deserto chileno também abriga diversos geoglifos, incluindo o famoso Gigante do Atacama.

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