Existe um grande equívoco entre muitas pessoas que professam a fé: acreditar que pecado é apenas homicídio, adultério, roubo ou outros atos que chamam a atenção da sociedade. No entanto, as Escrituras mostram que Deus também reprova a mentira, a calúnia, a falsa testemunha e aqueles que promovem a discórdia.
É fácil condenar os erros que aparecem diante de todos. Difícil é reconhecer os pecados que saem da própria boca. Quantas reputações já foram destruídas por uma história inventada? Quantas amizades terminaram por causa de uma fofoca? Quantas famílias e igrejas foram divididas por palavras ditas sem responsabilidade?
A Bíblia é clara. Em Provérbios 6:16-19, Deus afirma que odeia a língua mentirosa, a falsa testemunha e quem semeia contendas entre irmãos. Em Tiago 3, a língua é comparada ao fogo, capaz de incendiar uma floresta inteira, mostrando que palavras podem causar destruição imensurável. E em Efésios 4:29, somos orientados a usar nossas palavras para edificar, e não para ferir.
Infelizmente, há quem jamais cometeria um homicídio, mas assassina reputações todos os dias. Há quem nunca adulteraria, mas trai a confiança do próximo espalhando conversas particulares. Há quem condena o pecado dos outros enquanto ignora o próprio comportamento.
O Evangelho não nos chama apenas para evitar os pecados que ganham manchetes. Ele nos chama a viver em verdade, integridade e amor. Santidade não é apenas deixar de praticar grandes crimes; é também vigiar a língua, rejeitar a mentira, recusar a fofoca e não alimentar a discórdia.
Antes de repetir uma informação, pergunte a si mesmo: isso é verdade? Tenho certeza? Vai edificar alguém ou apenas satisfazer a curiosidade?
Palavras podem levantar uma vida ou destruí-la. A escolha é nossa.
“A morte e a vida estão no poder da língua.” (Provérbios 18:21)


