domingo, julho 26, 2026
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| Rondônia não está em crise de políticos. Está em crise de prioridades.

Há uma ilusão que se repete a cada eleição: a de que um novo nome será suficiente para mudar uma velha realidade.

Não será.

O problema de Rondônia não é a falta de candidatos. É a escassez de compromisso que permanece depois que as urnas são fechadas.

Enquanto a política se ocupa da próxima eleição, milhares de rondonienses continuam ocupados com problemas muito mais urgentes: filas na saúde, estradas que limitam o desenvolvimento, municípios que lutam para crescer e famílias que esperam serviços públicos compatíveis com os impostos que pagam.

O cidadão já aprendeu a reconhecer discursos emocionados. O que ele espera agora são resultados.

Rondônia é um estado rico em produção, trabalho e potencial humano. Mas riqueza sem gestão gera desperdício. Desenvolvimento sem planejamento gera desigualdade. E poder sem responsabilidade produz apenas decepção.

Talvez o maior erro da política moderna tenha sido transformar o debate público em uma disputa de narrativas, quando deveria ser uma prestação permanente de contas.

A população não precisa de representantes que saibam apenas convencer. Precisa de líderes que saibam resolver.

Mais importante do que perguntar “quem será o próximo governador?” é perguntar:

Qual projeto será capaz de melhorar, de forma concreta, a vida de quem acorda cedo para trabalhar?

Chegou o momento de o eleitor deixar de admirar discursos e começar a medir resultados.

Quem ocupa um cargo público administra recursos que pertencem à população, não um patrimônio político pessoal. Mandatos passam. As consequências das decisões permanecem.

A verdadeira transformação de Rondônia não acontecerá quando surgir um político perfeito. Acontecerá quando a sociedade deixar claro que não aceita mais promessas sem execução, marketing sem entrega e discursos que substituem trabalho.

Governar não é vencer eleições.

É honrar a confiança de quem acreditou.

E a democracia só se fortalece quando o voto deixa de ser um ato de esperança e passa a ser um instrumento permanente de cobrança.

Rondônia não precisa de mais promessas. Precisa de mais responsabilidade.

✍️ Valéria Souza
Jornalista

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